Globos de ouro 2015: o que não me mata torna-me mais forte





Podemos respirar de alívio.
Sim, já passou!
Os Globos de Ouro 2015 já não respiram, mas infelizmente, regressam para o ano.

Neste tipo de festas toda a gente é vestida por alfaiates portugueses importantíssimos, mas passam os anos e eu só continuo a conhecer o Miguel Vieira. E mesmo este se o vir na rua, não sei quem é!


Mas afinal...

Porquê tantas críticas aos Globos de Ouro quando o propósito é premiar aqueles que mais se destacaram durante o ano?


Porque esta premissa é das maiores mentiras já contadas.
Esta, é aquela festinha preparada ao pormenor para um grupo de amigos passear numa tal de passadeira vermelha enquanto quem vê a cerimónia na televisão está de dois em dois minutos a questionar-se "mas quem é este gajo?!"

Povo, estes são os "famosos" do nosso país, conhecidos por aparecerem nas revistas, serem actores, jornalistas e em outros casos por simplesmente viverem de aparências e ajudas externas (maridos ou esposas).


A velocidade de criação de "famosos" de ano para ano é tão grande que chego a pensar que existe por aí algum workshop de 16 horas com essa finalidade: "germinação de famosos".


Os Globos de Ouro são como as granadas porque elas ainda não explodiram e nós já estamos com medo dos estilhaços, ou seja, neste caso, estamos com medo dos sete dias seguintes em que ninguém se cala a falar disto (sim, este texto é exemplo disso mesmo). Por isso, é importante dar primazia à nossa vida e mudar de canal na televisão.

Em 2015, os Globos de Ouro resumiram-se a dar graxa à Globo, porque é disto que o povo das televisões vive: graxa. Aliás, graxa e favores - pelo menos é o que se lê nas revistas. Isso e o horóscopo (em algumas só o horóscopo e o sudoku importam).

Mas nem tudo foi mau...
Gostei da D. Clotilde (César Mourão) e da Bárbara Guimarães sempre que não falava. Aquando do silêncio dela, eu entrava em prece de agradecimento a Deus.

Os Globos de Ouro são uma tentativa de Óscares à portuguesa, onde o problema começa pelo facto de se estar a dar prémios à cultura, uma das primeiras coisas que o ministério da cultura do actual governo se preocupou em exterminar.


O Governo português é o Arnold Schwarzenegger, com a diferença que o Arnold vinha do futuro para destruir o presente e o Governo destrói o presente para não haver futuro.


E eis que todos questionam: Vais falar dos vestidos?
Não, não vou.
Considero que já há entendidos suficientes para falar nessa matéria, ou pelo menos entendidos que são tão entendidos como os famosos de Portugal são famosos.
Mas o povo engole e isso é que conta.

A verdade é que para o ano há mais e com mais famosos fabricados (famosos-proveta, que hoje em dia aguardam a abertura de inscrições num workshop ou a sorte de irem entregar correio à pessoa certa).




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